repentinamente:
sou "um vidrinho de cheiro", daqueles onde as lágrimas, elas próprias se escondem quando o rio do peito fecha inesperadamente as comportas, não vá que as enchentes alaguem as lezírias. mas..., tão rápido quanto o vidrinho estalou, logo se recompôs. ele ia recitar-te uma página de um livro que era um barco que dizem, não existiu!
todos os livros contam histórias que são verdades e mentiras, mentiras mascaradas de verdades e vice versa. falava da "guardiã do inferno", e era verdadeira essa mulher, existia, e falou-me inocente, ao de leve, duma história de que eu nunca tinha ouvido falar e me inquietou. também inocente não resisti a pesquisar, ao de leve, inocente repito, e ainda inocente partilhei-a em tom de brincadeira com o meu amigo a propósito de uma viagem que não sabia como fazer, nem podia..., já que me confundi com o destino da mesma, porque o nome do "lugar indicado" não era o do lugar que eu por distracção assumi.
fuzilou-me o lado esquerdo do peito um olhar azul metálico que me arrepiou!
guerreei então com um beijo carinhoso, via marítima, num barco que existiu na minha imaginação e que naufragou num rio que nunca poderia levar-me ao destino certo, já que para lá chegar era quase preciso "dar a volta ao mundo"... [conforme muito bem disseste, meu amigo].
noMar
"memory remains"
[é, há momentos assim, em que o que as palavras querem dizer, mas não sabem, não é o que registam os olhos de cada um]
noMar
"memory remains"
Um belíssimo texto
ResponderEliminarsem mácula
para ler em voz alta
Bj
obrigada, Eufrázio.
ResponderEliminarbj.
Que vivam os pássaros
ResponderEliminarhumm..., felinos à solta, pássaros em perigo ;))
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